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domingo, 24 de março de 2013

APELO CRISTÃO


Caros leitores,

No dia 22/03/2013, quando percorria os classificados do Jornal de minha cidade “Primeira Feira” aqui na cidade de Salto, me deparei com o anúncio – Pedido de Socorro abaixo:


Isso me trouxe um grande pesar na alma, uma grande tristeza e num turbilhão de pensamentos a curiosidade de saber: Onde é a sua igreja?  Quem é o seu pastor (líder espiritual)? O seu pastor sabe disso? A igreja onde congrega sabe disso?  Melhor ainda, se sabe o que fez a respeito?
Isso traz a tona um problema que frequentemente afeta tanto cristão, como não cristãos “A CRISE”.  Quem não está sujeito a ela? A bíblia nos fala que no início da igreja a crise também estava presente, porém como os cristãos da época conseguiram superá-la?
Atos 4:32 – E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.
Atos: 4:34 – Não havia pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos pés dos apóstolos.
Atos: 4:35 – E repartia-se cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.
Observe que mesmo no início os cristãos da época não deram margem ao erro, pois não há uma verdadeira religião sem um dos principais fundamentos que é o senso de humanidade.  Observe que o mestre Jesus se preocupou com as questões humanitárias.
Marcos: 6:34 – E Jesus saindo, viu uma grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor e começou a ensinar –lhes muitas coisas.
Note que nos versículos 35 e 36 de Marcos do capítulo 6 onde se dá a continuidade do texto bíblico, nem mesmo os discípulos de Jesus possuíam esse senso de humanidade, pois aconselharam a Jesus a despedir a multidão, pois o dia já estava se findando e o lugar era deserto. “36... despede-os para que vão aos campos e aldeias circunvizinhas e comprem pão para si, porque não tem o que comer”. De fato eles não queriam ter trabalho, pra eles à obra já havia sido feita, já estava concluída, se quer eles se preocuparam que por acaso alguns que ali estavam tinham algum dinheiro para comprar alguma coisa para comer. O mestre amado mais uma vez os surpreende, pois queria ensiná-los a sua verdadeira missão, a sua verdadeira obra através do sentimento de humanidade chamado compaixão. O termo original para compaixão é splagchnizomai o qual descreve uma emoção que comove a pessoa até o íntimo do seu ser. Fala da tristeza que alguém sente pelo sofrimento e infortúnio do próximo, juntamente com o desejo de ajudá-lo.
Nos dias atuais muitos estão semelhantes aos discípulos nesta ocasião, não querem trabalho, não querem direcionar os seus esforços em questões humanitárias, pois estas não dão “IBOPE”.  Isso nos faz pensar o que temos feito do nosso tempo, será que temos feito a obra como Ele o mestre gostaria que fosse feita? Temos contribuído com alguma obra social em nossa igreja? Você já teve alguma experiência quando estava lhe dando com obra assistencial? Você já recebeu alguma ajuda da sua igreja? Na epístola universal de Tiago 1:27 – A religião pura e imaculada para com Deus o Pai, é esta:  “visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo”. Tiago fala de dois princípios que definem o conteúdo do verdadeiro cristianismo. 
1)      Amor genuíno pelos necessitados.   2)   Conservar-se irrepreensível diante de Deus.
O Salmista também fala que Deus ampara os necessitados – Salmo 146:09 – O Senhor guarda os estrangeiros; ampara o órfão e a viúva, mas transtorna o caminho dos ímpios.

Dentro dos próximos dias estaremos visitando essa família em questão para levar alguns mantimentos, caso queira ajudar de alguma forma por favor nos contate nos telefones (11) 9-52765713 ou pelo e-mail: peterfeguetti@hotmail.com

Gostaríamos de ler as suas experiências com relação às perguntas acima, deixe seu relato, seu comentário, tenho certeza que através deles outras pessoas terão a sua fé acrescida no Senhor Jesus.
Deus continue a lhes abençoar abundantemente.
Fraternalmente em Cristo.

                               Pr. Peter Feguetti

sábado, 11 de agosto de 2012

Escalando o Topo




Por Rick Boxx

Alison Levine fez uma trilha surpreendente ao topo do Monte Everest, que a maioria jamais pensaria em tentar. Ela falou dessa experiência em cadeia de rádio e TV, descrevendo os preparativos intensivos que precisou fazer.

O corpo humano, ela explicou, não tolera a altura extrema e as condições atmosféricas incomuns do Everest sem passar por meses de preparação. Os alpinistas não podem simplesmente juntar seus equipamentos e começar a escalada. É necessário muito preparo até que o corpo esteja pronto.

No início são necessárias semanas de escalada até o primeiro nível da montanha, retornando ao acampamento-base. Depois, escalam o próximo nível e regressam novamente. Este processo continua até que o corpo se aclimate e esteja totalmente preparado para subir ao topo da montanha mais alta do mundo. 

Esses princípios de alpinismo podem se aplicar ao campo profissional e empresarial. Assim como o Monte Everest representa aventura e busca grandiosa para muitos dos que se envolvem com alpinismo, o trabalho também tem “Everestes” que sonhamos conquistar. Pode ser uma ideia empolgante, um objetivo grandioso ou um conceito de negócios único. Seja o que for, alcançá-lo requer planejamento, treinamento, preparação e provisão suficiente. 

Assim como os preparativos da senhorita Levine para escalar o Monte Everest, às vezes nosso trabalho ou empresa aparentemente tem de recuar, regressando ao acampamento-base. Mas com perseverança, essa “caminhada para trás” pode ser um preparativo necessário para uma jornada bem-sucedida ao topo. 

Hoje muitos insistem no sucesso instantâneo, na gratificação imediata de seus desejos. A TV, a intermediação da Internet e o poder de comunicação da mídia social, nos levam a esquecer que sucesso geralmente requer dispêndio considerável
de tempo, energia, recursos e... paciência. 

Com frequência esperamos ser recompensados em semanas, não anos. Contudo, ao considerar a história de negócios e empreendimentos, muitas das grandes realizações só vieram após muitos anos de esforço, tentativas, erros e fracassos. Inúmeras grandes ideias morreram sem alcançar sucesso, porque faltou determinação aos idealizadores para se apegar firmemente a elas. Não estavam dispostos a avançar e depois retornar ao “acampamento-base”, avançar mais um pouco e recuar novamente, até estarem inteiramente preparados para a arrancada final rumo ao sucesso. 

A Bíblia fala claramente sobre este assunto. Tiago 1.4 ensina: “E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma”. Perseverança é mais que resistência, que quer dizer “aguentar firme”. Perseverar significa ter um objetivo em mente, um plano a atingir e o compromisso de levá-lo adiante até completá-lo.

Um texto similar em Romanos 5.3-5 diz: “...A tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona...”. Permanecemos no processo, mesmo quando precisamos recuar ou encontramos dificuldades, devido à expectativa de resultados satisfatórios.

Se você busca escalar até o topo de sua carreira profissional, esteja disposto a começar pelos preparativos iniciais. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

ONDE ESTÃO OS SEUS OLHOS?





Muitas pessoas têm tropeçado ao longo do caminho justamente por não estar olhando para o alvo, a saber, Cristo Jesus o nosso Senhor. Quando se tem os olhos voltados para Cristo o alvo, o centro é apenas Ele e tudo que está a sua volta torna-se minúsculo diante da grandeza e magnitude de seu poder.
Olhar para Cristo revela a sua dependência DELE, revela a sua fragilidade o reconhecimento que Ele está acima de tudo e de todos.
II Cro 20.12 Ah! Nosso Deus, porventura não os julgarás? Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti. “Diante de uma grande dificuldade o rei Josafá declara a sua real necessidade em oração, dizendo da sua fragilidade e que os olhos de Israel estavam posto em Deus.”
Olhar para Cristo nos traz socorro – Sl 121.1.2 – Elevo meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro. O Meu socorro vêm do Senhor que criou o céu e a terra.
“Diante das aflições da vida, seja ela o desemprego, enfermidade, problema conjugal, familiar, emocional espiritual ou financeiro, continue olhando para o Senhor, acredite que Ele já está agindo em seu favor, você tem um Deus que peleja por você”.

Olhar para Cristo nos traz a Salvação – Is. 45.22 - Olhai para mim, vós todos os termos da terra; porque eu sou o Senhor e não há outro.
“Hoje a muitas pessoas olhando para muitos lugares, a uma fixação que prende os olhares, na moda da próxima estação, no lançamento de um filme, na próxima novela, no próximo seriado, no próximo carro, enfim a muitas pessoas se perdendo dentro de um emaranhado de coisas e se esquecendo, daquilo que realmente importa olhar para o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.”

Olhai para Cristo e Ele nos iluminará – Sl 34.05 – Os que olham para Ele estão radiantes de alegria; seus rostos jamais mostrarão decepção. (NVI).
“Tudo o que você tem tentado fazer que até agora não conseguiu, é hora de olhar para Jesus, Ele é aquele que limpa os caminhos embaraçados, quebra o arco e corta a lança, queima os carros no fogo. É hora de se alegrar na presença Dele pois Ele tem a vitória para sua vida”.

Olhar para Cristo nos traz Confiança e Livramento – Hb 11.27 – Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque viu aquele que é invisível.
“Querido (a), Deus quer se revelar para você”! De forma que os seus olhos ainda não viu nem seus ouvidos ouviram ou subiu ao seu coração é aquilo que Deus tem reservado para você. Continue firme, sempre avante olhando para o alvo que é Cristo o nosso Salvador, Deus em Cristo Jesus continue a lhe abençoar grandemente.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

“O Melhor Ainda Está Por Vir”



Por Fritz Klumpp “Se quiser manter minha cabeça fora d’água, preciso ouvir tudo o que o professor tem a dizer”.   Estes eram meus pensamentos enquanto eu me esforçava durante uma aula de engenharia que assisti décadas atrás na Academia Naval dos Estados Unidos.   Não me lembro de que aula era mas me lembro de passar por um momento difícil.   Olhando para o meu lado esquerdo, porém, notei meu amigo Paul que não se esforçava de modo algum.   Lá estava ele sentado...escrevendo música!   Foi então que percebi que ele estava operando num plano de desempenho muito diferente da maioria de nós.  Paul Robert Kleindorfer, carinhosamente conhecido por seus colegas de Academia Naval por  “Moose” é um dos homens mais brilhantes que já conheci.   Depois de chegar à Academia vindo de North Judson, Indiana, USA., Moose distinguiu-se não apenas em assuntos acadêmicos, mas também no campo dos esportes, no coral e na banda.   Apesar de suas realizações, a maioria de nós lembra mais de sua boa índole e grande senso de humor.  Depois da formatura, Moose assumiu um posto de comando no Exército.  Minha esposa, Ann, e eu apreciamos visitá-lo em Pensacola, Flórida, onde eu passava pelo Treinamento Naval Aéreo, enquanto ele passava para o treinamento das Forças Especiais na Base de Eglin da Força Aérea.   Aquela foi a última vez que vi Moose por muitos anos. Hoje, Moose, ou mais apropriadamente Dr. Kleindorfer, é um destacado professor de pesquisa em tecnologia e gerenciamento de operações na INSEAD, Escola de Negócios para o Mundo.  Ele também é professor emérito de ciência da administração da Escola de Negócios Wharton na Universidade da Pensilvânia e ainda detém cargos na Carnegie Mellon University, no Instituto de Tecnologia de Massachusets,  e diversas outras universidades e institutos de pesquisa internacionais.  Publicou mais de 25 livros e inúmeros trabalhos de pesquisa. A última vez que vi Moose foi durante a 50ª reunião de nossa classe na Academia.   Foi então que ele me informou que tinha o mal de Lou Gehrig (esclerose lateral amiotrófica, ELA), uma doença das células nervosas do cérebro e medula espinhal que controlam os movimentos voluntários. Já que ele e a esposa vivem em Paris, França, não é fácil manter-me informado de seu estado de saúde, mas recentemente Moose nos atualizou a respeito de sua condição via email.   A terrível doença tem cobrado um preço terrível, a ponto dele depender agora de outras pessoas para suas necessidades mais básicas.  Ele terminou seu email simplesmente dizendo:  “O melhor ainda está por vir”.  Não sei se algum dia já fiquei mais profundamente comovido ou inspirado do que  por essas palavras de esperança escritas por meu amigo Moose.   Somente um homem que conhece Deus pode falar de seu futuro com tanta certeza.  A Bíblia afirma:  “E este é o testemunho:  Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em Seu Filho.  Quem tem o Filho, tem a vida;  quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida”  (I João 5:11-12).  O que esta passagem me diz é que no plano eterno de Deus existem apenas dois tipos de pessoas e no final o que importa não são nossas realizações, mas sim nosso relacionamento com Cristo.   
Fritz Klumpp e sua esposa, Ann, vivem em Ashland, Virginia, USA.  Ele foi piloto da Marinha, tendo servido durante a guerra do Vietnã, e se aposentou depois de uma carreira como piloto de jatos da American Air Lines. Foi durante anos diretor executivo do CBMC-USA e também atuou na área de negócios imobiliários.  Seu website é HTTP://fritzklumpp.com

Acredite caro leitor (a),
O Melhor está por vir! Na sua casa, no seu trabalho, na sua família, nos seus negócios! Deus tem reservado para você o melhor desta terra. Haverá milagres na sua vida, Deus mudará histórias, lhe trará curas no campo físico e emocional, a salvação chegará a tua família, a libertação de Deus chega para você! Creia o teu cativeiro acabou!

Um grande abraço,

Pr. Peter Feguetti

domingo, 3 de junho de 2012

Louvor Vertical ou Horizontal?



Pr. Eder Balieiro, conferencista, articulista, escritor, tem um ministério marcado pela presença do Espírito Santo, amigo e parceiro do Ministério Tempo de Restauração.


Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza. Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa. Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos. Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes. Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR. Salmos 150:2-6 Estamos vivendo numa época de se repensar, no que se refere às letras dos louvores que ouvimos. Precisamos Repensar nossos valores cristãos e teológicos! Teológicos? Sim. Pois não há como fugir dessa realidade, mesmo que você queira.A palavra teologia vem de dois radicais gregos: Theo=Deus e Logos: Palavra ou estudo tratado. Logo, tudo que o cristão pensa, escreve e faz em relação a Deus é teologia. Estamos ouvindo muitas músicas antropocêntricas, isto é, que louvam ao homem. Os valores estão se invertendo. Ao invés, de louvarmos à Deus estamos louvando a nós mesmos. Vamos prestar mais a atenção em que direção está indo nossos louvores, qual é o nosso alvo ao louvarmos. A bíblia nos ensina que o louvor pertence a Deus, e por esse motivo ele habita no meio dos louvores! Em verdade, estamos ouvindo e às vezes até louvando a nós mesmos. Qual é o nosso alvo quando louvamos? A quem estamos louvando? A verdade é que estamos perdendo o verdadeiro caráter do louvor com essas músicas que levam os homens a confiar na confissão positiva, na vingança, na disputa, nas facções, na invencibilidade...Nós cristãos não somos invencível só pelo fato de sermos cristãos. Cristão às vezes perde batalhas. Se perseverar, vence a guerra! O que dizer então, das músicas que dizem irresponsavelmente que quem tem promessa de Deus não morre? Isso é parcial. Se você tem promessa e desviar-se da direção de quem as fez, possivelmente você vai morrer. O cumprimento das promessas de Deus, são para aqueles que se submetem a elas obedecendo à Deus, que as prometeu! Estamos ouvindo muitas músicas chamadas cristãs ou evangélicas na horizontal, precisamos de músicas verticais não horizontais; músicas que tenham destino vertical, que engrandeçam à Deus, para que possamos chamá-las de LOUVORES! Deus está pedindo por louvores verticais e não horizontais! Pois tudo o que você ouvir engrandecer tudo e a todos, e não à Deus, somente à Deus, pode-se chamar de tudo: “Música, cântico, ‘louvorzão’, show,  vento...menos de LOUVOR À DEUS!”



sábado, 2 de junho de 2012

Teimoso Demais Para Perguntar Qual A Direção?

                                                                                                     Robert. J. Tamasy
Em sua opinião, quais as invenções que exerceram maior impacto na humanidade? Seria impossível compilar uma relação completa, mas certamente entre as mais significativas estariam inovações como a luz elétrica, o automóvel, o avião, as fibras sintéticas, o computador pessoal, a internet, o telefone celular. Você provavelmente pensará em muitas outras, uma ferramenta mais recente que eu acrescentaria à lista seria o sistema de posicionamento global (GPS).
Para pessoas com “deficiência direcional”, como eu, o GPS é uma dádiva. Se você me dissesse como chegar a um lugar dez vezes, provavelmente eu teria que perguntar-lhe uma décima primeira vez. Por qualquer razão, minha mente não retém informações lineares tais como chegar a um destino que eu não visito com frequência. Assim, possuir um GPS é de grande ajuda, principalmente quando em visita a uma cidade pouco conhecida.
Já se observou que muitos homens são particularmente relutantes quanto a pedir informações; eles se orgulham de poder chegar a um destino sem a ajuda de ninguém humana ou tecnológica. Para mim, porém, isso não faz muito sentido. Se o seu intento é chegar a um lugar por que não tentar conhecer a melhor e mais eficiente rota?
E se houvesse um GPS disponível para traçar a rota pelo território frequentemente duro e imprevisível da nossa vida diária? Qual a melhor carreira para mim? Será esta uma boa ocasião para trocar de emprego? Como podemos reinventar o nosso negócio a fim de chamar a atenção de um mercado em mudanças? Quando eu deveria fazer esse investimento? Onde está aquela pessoa-chave para a equipe que estamos procurando? Qual a melhor maneira de equilibrar vida pessoal e profissional? Como eu saio do débito?
Na verdade, já existe um “dispositivo” assim. Nós o conhecemos com o nome de Bíblia. Também podemos chamá-la de GPS - God's Positioning System (Sistema de Posicionamento de Deus). Deixe-me explicar: Confie no “navegador”. Quando usamos um GPS num carro, ele nos serve melhor quando confiamos nas informações para nos guiar ao nosso destino. Tempo e experiência me ensinaram que Deus quer ser o nosso navegador na travessia da vida. Anos atrás aprendi estes versículos, que têm servido como um lembrete constante: “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas” (Provérbios 3:5-6).
Esteja disposto a mudar de direção. Quando usamos um GPS no carro, se fizermos uma conversão incorreta vamos ouvi-lo dizer: “recalculando”. Ele então vai revisar as informações para nos manter no rumo do nosso destino. De modo similar, se estivermos dispostos a confiar em Deus, Ele irá redirecionar a nossa vida, corrigir nossas decisões e ajustar nossos planos para nos capacitar a atingir nossas metas e objetivos, pessoal e profissionalmente. “Em seu coração o homem planeja o seu caminho, mas o Senhor determina os seus passos” (Provérbios 16:9).
Quando dirigimos um carro e confiamos em seu GPS há momentos em que perguntamos: “Esta direção está certa?” Geralmente, deixar de confiar no GPS e começar a confiar em nosso próprio julgamento e intuição ocorre quando estamos em dificuldade e nos sentimos perdidos, longe de onde queríamos estar. Por isso é importante confiar na sabedoria e orientação de Deus. “Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro” (Jeremias 29:11).

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Afiando a Serra



Por Robert J. Tamasy

Já teve dias em que você trabalhou o máximo possível e ainda assim não conseguiu realizar nada ou quase nada? Todos nós temos dias assim. Ás vezes, apesar de nossos melhores esforços e intenções, temos pouco fruto do nosso trabalho. Entretanto, a falta de produtividade, às vezes, pode ser atribuída ao fato de deixarmos de “afiar nossa serra”. Imagine a seguinte interação: 

Supervisor: “ O que você está fazendo, Luis?”
Luis: " Estou serrando estas pranchas de madeira e elas são muitas!”
Supervisor:  “É mesmo? Mas Luis, não posso dizer com certeza, mas me parece que sua serra precisa ser afiada.”
Luis: “Você tem olhos de falcão, chefe. Já vi facas de manteiga mais afiadas que esta serra”. 
Supervisor:  "Diga-me, Luis. Não me leve a mal por perguntar, mas por que, então, você não afia sua serra?”
Luis:  “Oh, não posso fazer isso agora, chefe. Estou ocupado demais serrando estas pranchas!”

Você já esteve em situação parecida? O presidente dos EUA, Abraham Lincoln, disse certa vez: “Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis horas afiando meu machado.” Este pensamento faz eco ao que diz a Bíblia: “Se o machado está cego e sua lâmina não foi afiada, é preciso golpear com mais força; agir com sabedoria assegura o sucesso” (Eclesiastes 10.10).

Trabalho duro, determinação e energia podem realizar muito, mas às vezes, o que o trabalhador precisa é “afiar sua serra”. Como fazer isso, especialmente quando temos muito a fazer e tão pouco tempo? Podemos ter treinamento especial, formação extra e assistir a seminários e conferências, mas há na Bíblia sugestões que consomem menos tempo: 

Descanse o suficiente. Pressionados por prazos, somos tentados a trabalhar mais, sacrificando o sono. Isso pode funcionar por curto período de tempo, mas por fim, a falta do repouso necessário cobrará seu preço. “Não adianta trabalhar demais para ganhar o pão, levantando cedo e deitando tarde, pois é Deus quem dá o sustento aos que Ele ama, mesmo quando estão dormindo” (Salmos 127.2).

Dedique seu trabalho a Deus. Quais os motivos por trás do seu trabalho: avanço profissional, mais dinheiro, autogratificação? Seria sábio dedicar seu trabalho a Deus e procurar honrá-lo com aquilo que você faz. “Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos” (Provérbios 16.3).

Confie na direção Dele. Geralmente nosso trabalho é complexo, mas encontramos muitas alternativas que poderíamos buscar. Qual é a melhor e mais eficiente direção a adotar, aquela que vai consumir menos tempo? Podemos não saber, mas a Bíblia diz que Deus sabe: “Em seu coração o homem planeja o seu caminho, mas o Senhor determina os seus passos” (Provérbios 16.9).

Ore pedindo sabedoria. Conhecimento e habilidade são ótimos. Mas geralmente sabedoria para agir com mais eficiência é ainda melhor. “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida” (Tiago 1.5).

segunda-feira, 7 de maio de 2012



Qual Sua Verdadeira Motivação?
Por Rick Boxx

O livro de Seth Godin, Linchpin, inclui um fascinante capítulo sobre generosidade, complementado por uma história bíblica. Este brilhante marqueteiro oferece uma perspectiva diferente sobre dar, estimulando os líderes a serem generosos, não com dinheiro, mas com seus talentos. 

Ele divide as pessoas em três categorias. A primeira consiste daqueles que desejam somente ser receptores. A terceira é composta por pessoas generosas, mas que deixam evidente que você lhes deve algo em troca. O terceiro grupo é generoso, simplesmente porque amam você e se preocupam com seus interesses. 

Enquanto pensava sobre as observações de Godin percebi como é fácil se enquadrar na segunda categoria. Podemos optar por doar nossos talentos e habilidades, mas lá no fundo ficamos imaginando, “O que eu ganho com isso?”

Por isso a Bíblia afirma repetidas vezes que Deus se preocupa tanto com “o quê” como com o “por quê” de nossas ações, inclusive nossos atos e gestos caritativos. Provérbios 16.2 ensina,“Você pode pensar que tudo o que faz é certo, mas o Senhor julga as suas intenções”. 

Outra passagem ressalta que embora possamos ser enganados pelo comportamento exterior, Deus reconhece o que se passa por dentro: “...Eu [Deus] não julgo como as pessoas julgam. Elas olham para a aparência, mas Eu vejo o coração” (I Samuel 16.7). 

Poucas pessoas alcançam o padrão estabelecido pelo empresário e inventor R. G. LeTourneau, verdadeiro coração doador. De 1920 a 1960 ele desenvolveu e vendeu maquinários para movimentação de terra. Ficou conhecido como “O Rei da Movimentação de Terra” e considerado o maior inventor da maquinaria pesada capaz de transformar a paisagem. Mesmo com suas realizações nos negócios, sua reputação de pessoa generosa era ainda maior. Usar seus talentos em auxílio de outras pessoas lhe dava muita alegria. 

Por anos LeTourneau praticou o que poderia ser chamado de “dízimo ao contrário”. Dizimava 90% de seus lucros e vivia com 10%, ao invés de doar 10% dos ganhos, o que muitos consideram ser o “dízimo bíblico”. Via alegremente milhões de dólares passarem de seus negócios para o trabalho beneficente, boa parte usada para fundar grandes ONGs mundiais para satisfazer necessidades físicas e espirituais. II Coríntios 8.7 ensina:  “Todavia, assim como vocês se destacam em tudo: na fé, na palavra, no conhecimento, na dedicação completa e no amor que vocês têm por nós, destaquem-se também neste privilégio de contribuir”. 

A despeito de suas realizações nos negócios, muitos podem não reconhecer o nome de LeTourneau.  Entretanto, embora tenha morrido em 1969, posso garantir que muitas pessoas continuam a ser beneficiadas por sua generosidade. Inúmeras organizações e instituições que ele ajudou a sustentar continuam a fazer um trabalho digno ainda hoje. Isto, e não a maquinaria por ele desenvolvida é o seu grande legado. 

Deixe-me fazer-lhe algumas perguntas importantes: (1) Você tem examinado sua motivação? (2) Mesmo sendo generoso com seus talentos e com seus recursos financeiros, você dá pelos motivos corretos? (3) Por que legado você será lembrado?

sábado, 28 de abril de 2012

Crente Morno



1 - Hesita entre dois pensamentos (1 Rs 18.21; Tg 1.6).
2 - O coração está sempre dividido (Os 10.2a).
3 - Serve ao Senhor parcialmente (2 Cr 25.2b).
4 - É um bolo que não foi virado (Os 7.8b).

           Apocalipse 3.14-20.

14 - E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.
15 - Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!
16 - Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
17 - Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu),
18 - aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas.
19 - Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te.
20 - Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvira minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo. Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!

I. A MORNIDÃO DE LAODICÉIA

1. “Eu sei as tuas obras” (3.15). Os crentes de Laodicéia viviam de modo desordenado, carnal e autoconfiante em seus recursos. Não eram contrários ao evangelho, porém não viviam de acordo com a Palavra de Deus. Eram mornos. Aos cristãos laodicenses, o Senhor Jesus iniciou sua mensagem de advertência, declarando que sabia, plenamente, as obras que eram praticadas por eles. Ele vê tudo o que se passa nas igrejas (Mc 4.22).
2. “Que nem és frio nem quente” (3.15b). Laodicéia tornou-se insuportável para Deus. Num realismo surpreendente, o Senhor acrescentou: “Tomara que foras frio ou quente!”. É compreensível que o Senhor deseje uma igreja quente; mas uma igreja fria, parece contra-senso. Isto só é explicável se este último estado for pior do que o anterior.
3. Vomitado por Deus (v.16). Como o crente morno não permite que Deus opere plenamente em sua vida, é vomitado pelo Senhor, segundo a figura usada no Apocalipse. Somente quem já se sentiu rejeitado por Deus pode avaliar como isso é terrível. Davi e Saul, em conseqüência de seus pecados, passaram por situações de abandono por parte de Deus (Sl 51.8,11; 1 Sm 28.6; 16.1).

NOTE (I)

A mornidão dos crentes de Laodicéia é notada pelos seus atos egoístas, seculares e carnais. Tornaram-se, portanto, desagradáveis e insuportáveis para Deus.

II. CAUSAS DA MORNIDÃO

1. Apego à prosperidade material (3.17a). A igreja de Laodicéia, localizada num próspero centro comercial, achava-se apegada à riqueza. Ao invés de serem gratos a Deus, aqueles crentes preferiam viver de modo egoísta, secular e carnal. Resultado: a riqueza material era acompanhada de miséria espiritual (1 Tm 6.10).
2. Auto-suficiência (3.17a). A igreja, representada pelo seu pastor, dizia: “... e de nada tenho falta”. Há pessoas que, quando pobres, acham-se apegadas a Deus, à sua Palavra, à igreja. Porém, quando Deus lhes concede prosperidade material, tornam-se egoístas e ingratas. Deixam de dar prioridade à vida espiritual para se envolverem com as coisas materiais, esquecendo-se completamente de Deus e de sua casa.
3. A realidade espiritual de Laodicéia (3.17b). Enquanto os crentes de Laodicéia diziam-se ricos, Jesus chamava-os de pobres: “e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”. Os olhos de Deus (Ap 2.18) vêem não apenas o exterior, mas o coração de cada um. A igreja havia perdido as riquezas da glória (Ef 1.18) e da graça (Ef 2.7).

NOTE (II)

A mornidão espiritual em Laodicéia devia-se ao apego à riqueza e à auto-suficiência dos crentes, pois não priorizavam a vida espiritual e se embaraçavam com as coisas deste mundo.

III. A MISERICÓRDIA DE DEUS PARA COM LAODICÉIA

1. Miséria espiritual. “E não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (3.17b). Cinco palavras foram suficientes para o Senhor Jesus resumir a situação de extrema penúria espiritual de Laodicéia. Eles julgavam-se ricos. Mas, diante do Senhor, eram miseráveis, pobres e cegos. Nada possuíam. Entretanto, Deus, em sua misericórdia, apontou o caminho para que a igreja saísse da miséria espiritual.
2. Solução para a miséria espiritual. “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças” (3.18a). Na tipologia bíblica, o ouro é símbolo da glória de Deus. No Tabernáculo e no Templo, alguns utensílios eram de madeira, mas revestidos de ouro. É o que Deus requer de nós, obreiros e crentes em geral. Que sejamos revestidos de Deus (Rm 13.14), protegidos com a armadura espiritual (Ef 6.11), plenos do fruto do Espírito Santo (Cl 3.12), da caridade (Cl 3.14). Isso é ser rico para com o Senhor, ainda que, na vida material, experimentemos a carência de recursos.
3. Vestes espirituais de santidade e pureza. “E vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez” (3.18b). Isto significa purificação das vestes espirituais manchadas pela iniqüidade (Zc 3.1-4; Ap 22.14).
O pecado não somente nos mancha as vestes espirituais, como também nos deixa nus diante de Deus. Haja vista o ocorrido com Adão e Eva após haverem desobedecido à voz divina (Gn 3.7-11). Disto concluímos que, tanto espiritual quanto fisicamente, devem os filhos de Deus andar de maneira ordeira e decente conforme recomenda a Palavra de Deus (1 Tm 2.9).
4. Exortação ao arrependimento. “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te” (3.19). O amor de Deus estendeu-se sobre a igreja de Laodicéia, alertando-a quanto ao castigo prestes a abater-se sobre ela caso não se arrependesse: “sê, pois, zeloso e arrepende-te”.
5. Jesus do lado de fora! “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele comigo” (3.20). Jesus estava do lado de fora. Mas, misericordioso como é, continuava a bater até que alguém lhe ouvisse a voz (Ap 3.20). Ele quer restaurar-nos com um grande avivamento. Aleluia! Abramos-lhe, pois, a porta e o convidemos a entrar sem mais tardança.
6. Promessa gloriosa! “Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 3.21,22). De todas as promessas de vitória, dadas às igrejas da Ásia, talvez a que Jesus fez a Laodicéia tenha sido a mais gloriosa. E esta promessa diz respeito a nós também.

NOTE (III)

Jesus exorta os crentes laodicenses ao arrependimento, mesmo estando do lado de fora daqueles corações. Para os contritos, Deus tem promessas gloriosas.

CONCLUSÃO

A mornidão espiritual causa grande desgosto e pesar ao Senhor Jesus. Chequemos, pois, constantemente a temperatura do nosso coração. É preciso reacender, diariamente, a paixão espiritual por Jesus. As Escrituras afirmam que, um dia, os santos com Ele reinarão (Mt 19.28; Ap 20.4). Então, como ficar morno diante de um futuro tão glorioso? Nunca se esqueça da exortação do Senhor: “O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará” (Lv 6.13).
Tenha uma semana abençoada na presença de Deus!
Ministério Tempo de Restauração.

   Pr. Peter Feguetti

sábado, 14 de abril de 2012

CONFIAR EM DEUS É PRECISO!

Salmos 37.3-8.
3 - Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra e, verdadeiramente, serás alimentado.
4 - Deleita-te também no SENHOR, e ele te concederá o que deseja o teu coração.
5 - Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará.
6 - E ele fará sobressair a tua justiça como a luz; e o teu juízo, como o meio-dia.
7 - Descansa no SENHOR e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.
8 - Deixa a ira e abandona o furor; não te indignes para fazer o mal.
I. O QUE É A CONFIANÇA EM DEUS
1. Definição. A confiança em Deus é a disposição espiritual de entregar-se, sem quaisquer reservas, aos seus cuidados, sabendo que Ele tudo fará para que, em nossa vida, sua glória seja plenamente exaltada.
2. A confiança em Deus como disciplina teológica. A confiança nas providências divinas faz parte daquilo que podemos chamar de teologia espiritual ou devocional. O livro de Salmos, aliás, é ao mesmo tempo profundamente teológico e inesquecivelmente devocional. Basta ler, por exemplo, o Salmo 37 que serve de base para a leitura em classe.
SINOPSE (I)
A confiança em Deus é a disposição espiritual pelo qual o crente entrega-se, sem reservas, aos cuidados de Deus.
II. A BASE DA CONFIANÇA EM DEUS
1. A soberania de Deus. Nada ocorre sem a expressa permissão de Deus (Dn 4.34-37). Este é o princípio da soberania divina, que pode ser assim definida: Autoridade absoluta e inquestionável que Deus exerce sobre todas as coisas criadas, quer na terra, quer nos céus, dispondo de tudo de acordo com os conselhos e desígnios. Leia o capítulo 42 do Livro de Jó.
Por conseguinte, quem descansa na soberania de Deus, não se estressa nem se desespera: sabe que todas as coisas acontecem de acordo com o divino querer (Sl 4.8).
2. A sabedoria de Deus. A sabedoria de Deus, pois, é o atributo por intermédio do qual o Ser Supremo sustenta todas as coisas, fazendo com que tudo contribua para a consecução de seus planos, decretos e desígnios (Ef 3.10). Somente Ele é capaz de operar de tal maneira, fazendo com que tudo na vida de seus filhos contribua para a sua excelsa glória e para a nossa maior felicidade (1 Rs 3.28).
3. O poder de Deus. Confiamos em Deus porque Ele pode todas as coisas; nada lhe é impossível (Mt 19.26). Conforme a sua vontade, opera Ele em nossa vida, fazendo com que todos os seus planos se cumpram quer admitam os homens, quer tentem impedir-lhe os desígnios (Jó 42.2). Haja vista o nascimento de Cristo. O inferno todo se arvorou para que o Messias não viesse ao mundo. Todavia, o Senhor operou, desde a mais remota antiguidade, para que o seu Filho viesse ao mundo na plenitude dos tempos, a fim de executar o Plano de Salvação (Gl 4.4).
4. A provisão de Deus. Deus tudo provisiona, objetivando a execução de seus planos em nossa vida. O que diremos da história de José? O que parecia uma tragédia pessoal, transformou-se num plano de salvação nacional (Gn 45.7). Se num primeiro momento o hebreu é vendido como escravo para o Egito, no segundo, Deus o levanta como o senhor de toda aquela terra. E, assim, pôde ele sustentar os hebreus, dos quais adviria o Cristo. Da mesma forma ocorre em nossa vida, o que aparentemente parece uma tragédia, transforma-se, de acordo com o querer divino, num triunfo pessoal para maior glória do nome de Deus.
5. O amor de Deus. Todos os atos de Deus são atos do mais puro e elevado amor (Rm 5.5). Mesmo que nos sejam dolorosos no presente, trazem-nos inefáveis consolos no porvir. Confiemos, pois, em Deus até mesmo onde o consolo parece impossível. Se os homens vêem apenas lágrimas, enxergamos nós o lenitivo que emana do coração de Deus diretamente para o nosso coração (Is 49.13).
SINOPSE (II)
As bases da confiança do crente no Senhor são: a soberania, sabedoria, poder, provisão e amor de Deus.
III. EXEMPLOS DE CONFIANÇA EM DEUS
Vejamos, os exemplos nas Sagradas Escrituras.
1. Abraão. Era o crente Abraão tão confiante no Senhor que, mesmo diante da desesperança, cultivava a esperança em Deus (Rm 4.18; Hb 11.11,12).
2. Jó. No auge de suas provações, demonstra o patriarca Jó que a sua confiança em Deus continuava inabalável (Jó 19.25).
3. Paulo. Apesar de enfrentar tantas dificuldades em seu ministério, Paulo possuía uma confiança singular naquele que tudo realiza e opera (2 Tm 1.12).
SINOPSE (III)
Nas Escrituras encontramos diversos exemplos de confiança em Deus, entre eles podemos destacar: Abraão, Jó e Paulo.
IV. COMO EXERCER A NOSSA CONFIANÇA EM DEUS
1. Vivendo pela fé. Habacuque, num momento de aparente crise espiritual, ouviu do Senhor esta maravilhosa expressão que, séculos mais tarde, seria citada pelo apóstolo: “Mas o justo viverá pela sua fé” (Hc 2.4 - ARA). Por conseguinte, se também vivermos pela fé, jamais nos faltará a necessária confiança em Deus.
2. Vivendo sem ansiedade. A falta de confiança em Deus gera ansiedade, e a ansiedade acaba por dar à luz a depressão. Por isto, o conselho de Paulo tem de ser aplicado por aqueles que anseiam um viver tranquilo e sossegado, conscientes de que Deus está no comando de tudo (Fp 4.6).
3. Vivendo em oração. Aos irmãos de Tessalônica, recomenda Paulo: “Orai sem cessar” (1 Ts 5.17). O que isto significa? Antes de mais nada, temos de apresentar ao Senhor todas as nossas petições, na certeza de que Ele é poderoso para no-las suprir.
4. Vivendo a Bíblia Sagrada. O general Josué recebeu do Senhor esta recomendação: “Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” (Js 1.8). Agindo assim, aprenderemos a viver de modo vitorioso; nenhum mal nos atingirá.